Futuro

9 galáxias e nebulosas detectadas pelo Hubble podem ser vistas daqui da Terra

galaxia-sombrero-1400x800-1017

Algumas das fotos mais deslumbrantes capturadas pelo telescópio espacial Hubble podem ser vistas aqui da Terra. Tanto que muitos desses objetos celestiais, como nebulosas e galáxias, são catalogadas desde o século 18 por astrônomos do mundo inteiro.

Naquela época, era moda “caçar” cometas nos céus. Cansado de observar fenômenos que não eram desse tipo, um astrônomo francês chamado Charles Messier catalogou objetos celestiais que não eram cometas e, por isso, deveriam ser evitados pelos outros observadores do céu.

“Hoje, ao invés de evitar esses objetos, muitos astrônomos amadores os procuram ativamente com muito interesse em observá-los por telescópios de quintal, binóculos e algumas vezes até a olho nú”, informou a Nasa ao noticiar que o Hubble já conseguiu registrar 93 dos 110 objetos do “Catálogo Messier”, como ficou conhecido o documento do século 18.

Aqui, registrados nove imagens de fenômenos celestiais que podem ser vistos da Terra. A própria Nasa informa, no entanto, que a qualidade do avistamento vai depender muito seu equipamento.

Mas se astrônomos amadores conseguiam ver isso há mais de 200 anos, talvez nossas chances não sejam tão baixas.

Galáxias e nebulosas que podem ser vistas da Terra

Para visualizar os fenômenos, procure a constelação em que eles se aproximam. Uma maneira de fazer isso é usar alguns aplicativos para celular que fornecem um mapa preciso do céu e das constelações usando o GPS do seu dispositivo e mostrando as estrelas ao seu redor, como o Sky Map e o Night Sky.

Nebulosa de Caranguejo

crab-nebula-1400x1400-1017

Quando o francês Charles Messier avistou a nebulosa, confundiu com o Cometa Halley. Foi desse equívoco que ele teve a ideia de catalogar objetos que deveriam ser evitados para quem queria ver apenas cometas.

Distante 6500 anos-luz da Terra, a origem dessa nebulosa foi registrada por astrônomos chineses em 1054, que avistaram uma “estrela convidada” no céu durante três meses, inclusive de dia. Ela fica mais visível durante o mês de janeiro, na constelação de touro.

Galáxia do Rodamoinho

galaxia-m51-1400x800-1017

Apelidada de Galáxia do Rodamoinho por motivos bem claros, oficialmente ela é catalogada pelo nome de M51. É uma dos maiores exemplos de galáxias espirais, e seus “braços” sevem como fábricas de novas estrelas, além de comprimirem gás hidrogênio. Pequenos telescópios conseguem avistá-la melhor em maio, na constelação dos Cães de Caça.

Nebulosa do Anel

ring-nebula-1400x800-1017

Possível de ser vista com um telescópio moderado, a M57 está a dois mil anos-luz da Terra em uma posição privilegiada para nós. Ela está bem de frente, então daqui é possível vê-la em toda a forma anelar, o que originou seu nome mais popular. Procure pela constelação de Lyra em agosto.

Galáxia Olho Negro

galaxia-olho-negro-1400x1662-1017

Também visível da Terra, a M64 é uma galáxia que apresenta um movimento bizarro: “O gás nas regiões externas está girando na direção oposta do gás e das estrelas em suas regiões internas”, de informações da Nasa.

Ao que tudo indica, esse comportamento pode estar relacionado a uma fusão que M64 possa ter feito com uma galaxia satélite há mais de um bilhão de anos. Facilmente avistada nos meses de maio em uma constelação chamada Cabeleira de Berenice (Coma Berenices).

Nebulosa da Águia

m16-1400x2832-1017

Essa “torre” é feita de gás frio e poeira cósmica criada dentro da M16, a Nebulosa da Águia, uma das fontes mais incríveis de imagens do Hubble que há séculos chama atenção aqui na Terra. A estrutura mede 9,5 anos-luz, “mais que o dobro da distância do nosso sol para a estrela vizinha mais próxima”, segundo a Nasa.

A Nebulosa da Águia pode ser vista através de um pequeno telescópio e é melhor avistada durante o mês de julho, pela constelação Serpente.

Pilares da Criação

pillars-of-creation-1400x1460-1017

Ainda na M16, existe essa fascinante estrutura conhecida como Pilares da Criação. O nome é propício, já ela fica dentro de uma região da Nebulosa da Águia onde há a formação de estrelas. As recém-nascidas são protegidas pelas colunas de poeira e gás. Para ver detalhadamente os Pilares, é necessário um equipamento mais potente e condições de visualização bem propícias.

Galáxia do Sombreiro

galaxia-sombrero-1400x800-1017 (1)

A galáxia M104 fica nos limites do que o olho nú conseguem enxergar, mas com um pequeno telescópio é possível vê-la. Na constelação de Virgem, fica mais a mostra no mês de maio.

Acredita-se que o centro da galáxia conhecida pela forma do famoso chapéu mexicano, habita um grande buraco negro, de um bilhão de massa solar. Essa é a unidade de medida para grandes estrelas e, nesse caso, significa que o buraco negro tem massa equivalente a um bilhão de sóis iguais ao do nosso sistema.

Nebulosa Laguna

lagoon-nebula-1400x800-1017

Catalogada como M8, essa nuvem formadora de gás interestelar é conhecida desde 1654, quando foi descoberta pelo italiano Giovanni Battista Hodierna.

Por ser muito grande, ela é facilmente visível a olho nu em céus muito escuros, principalmente no mês de agosto. Está localizado a 5200 anos-luz da Terra na constelação de Sagitário.

Nebulosa Trífida

trifid-nebula-1400x800-1017

Descoberta pelo próprio Charles Messier no ano de 1764, a Nebulosa Trífida é melhor visualizada durante o mês de agosto e pode aparecer, sem toda essa riqueza de detalhes, em um pequeno telescópio. Basta mirar para a constelação de Sagitário, já que ela fica nessa direção a 9 mil anos-luz da Terra.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s